No início do Séc XX, a Quinta da Ferraria, com uma área de cerca de 90 hectares, era propriedade do Júlio César Santos que a vendeu ao visconde de Assentiz passando a fazer parte do seu importante morgadio.

A actividade económica da propriedade limitava-se à vida agrícola, nomeadamente à produção de vinho, azeite e trigo. O Visconde de Assentiz, um dos últimos proprietários desta QUINTA DA FERRARIA grande apaixonado da equitação, considerado um dos melhores cavaleiros portugueses da época possuía na quinta belos cavalos, existindo também um picadeiro descoberto e no vale uma zona reservada a campo de obstáculo para o exercício hípico dos saltos.

Aproveitando a força hidráulica existente na Quinta, onde o desnível da vala com águas do rio Maior, anda entre os 2 a 3 metros, foi instalado o primeiro lagar de azeite com prensas hidráulicas e, aproveitando bem esta energia, foi montada uma moagem, um descasque de arroz e electrificada toda a Quinta que noite e dia tinha iluminação.